domingo, 17 de agosto de 2014

Namorado acariciando a pancinha de cocô:


- Tô grávido.

- Que alegria, nosso filho. É pra quando?

- Não vai nascer. Tô indo abortar ele agora.

- Não faz isso com nosso nen...

- MAS É O MEU CORPO!




quarta-feira, 1 de maio de 2013

De como as coisas certas acontecem na hora certa.

Eu tinha milhões de dúvidas.

Tomei meu chá. A barriga aceitou reclamando.

E ele chegou. Era como se todas as minhas células tivessem resolvido ir em dois sentidos opostos ao mesmo tempo. A verdade é que eu não queria tomar aquela decisão na época. Achava que dois amigos não podiam se dar melhor. Não nós. Nós somos a dupla dinâmica! Meu medo era tanto que eu travei. Era como entrar numa caverna escura que eu não conhecia. Exceto que, oras, eu conhecia, sim!

Então ele veio falar comigo. E foi a cena mais bonitinha que eu já vi. E que só fez me deixar mais nervosa ainda. Mesmo sabendo o quanto eu não tenho jeito pra me expressar, foi lá e o fez. Mas eu não. Não consegui. (Sinto muito por iso, a propósito. Sei que não foi legal e não era o que ele merecia.)

Às vezes me pego pensando nisso e desconfio seriamente que o estaria enrolando (é, esta é a palavra) até hoje. Veja bem, não tinha como saber o que estava perdendo. Ninguém pode me culpar. Ele foi paciente, como sempre é comigo, na medida certa. E por ser assim me ajudou a tomar a melhor decisão que já tomei. Faz um ano que não resisti àquela covinha dele e só tenho a comemorar essa data. "I'm having the time of my life".

Hoje sou grata por ele ter me dado a sorte de ser alguém que namora o melhor amigo. Por ser a única pessoa no mundo que pode apertar aquela bunda gostosa inadvertidamente.  Agradeço por ele reconhecer que minha felicidade não depende só dele e mesmo assim fazer o que puder pra que ela seja plena, por ver comigo as coisas que aporrinho pra ver toda semana e não achar ruim que eu durma e babe no braço dele, por me trazer um chocolatinho de surpresa quando sabe que tive um dia de merda, por me dizer que tá tudo bem, que eu não preciso ter medo. Sou grata por ele ser como é e por me deixar viver perto dele.

Porque eu amo meu pretinho. Muito. Que chega dói.

Eu não sabia de nada disso aquele dia quando sentei naquele sofá. Não sabia qual seria a relevância daquela noite na minha vida. Hoje só sei que quero fazê-lo sentir uma fraçãozinha que seja da felicidade que eu sinto todo dia quando tô perto dele.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sabe quando tem algo que você não sabe o que é te incomodando, você dá um tempo de tudo e se sente melhor, aí você volta à rotina aos poucos e de repente entende o que era que tava enchendo o saco? Pois então, essa epifania veio em ótima hora. Vou cortar. Obrigada a todos os envolvidos. Recomendo muito essa prática.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A luz misteriosa.

   Eu tava numa festinha com a Carol e a Fabiane (que estudou comigo no Nova Geração, que era só conhecida mesmo e não sei por que caralhas estava na festa dos meus amigos). O balanga teta acabou e fui levá-las de volta a suas respectivas casas, porém, eu tava um tanto quanto distraída e errei o caminho. Continuei reto numa rua conhecida onde deveria ter virado e fui parar numa estrada de chão cercada de mato por todos os lados (detalhe: se eu olhasse duzentos metros atrás, conseguia ver a rua de onde tinha vindo e, na vida real, eu fiz o caminho certo e essa estrada de terra não existe).

   Parei o carro, olhei no retrovisor e a rua tinha sumido. Vinha uma luz muito forte e rápida na nossa direção, não dava pra ver o que ela fazia com o que deixava pra trás, achei que fosse uma espécie diferente de fogo. "Se essa porra é fogo, vamos sair do carro que ele vai explodir, a gente rola na terra e fica deitada em decúbito ventral (um beijo pra você, Alicia Silverstone) que o fogo vai passar pela gente e não vai dar nada." Muito coerente.


   A luz passou, era fogo e ficamos inteirinhas, porém o carro já era, como eu esperava. Sebo nas canelas, né? ¯\_(ツ)_/¯ Juntamos nossos sapatinhos e começamos caminhar de volta. Passado um cadim, chegaram dois caras de bicicleta e nos renderam. Levaram a gente pra uma espécie de chácara de festa, onde nos deparamos com o resto da gangue, umas 20 ou 30 pessoas, que conversavam tranquilamente entre si e com a gente, como se estivéssemos numa reunião de amigos, exceto que a qualquer menção nossa de sair de lá, eles engrossavam e "Negativo. Vão ficar aqui com a gente até segunda ordem". Então chegou o chefe deles, armado, e, naturalmente, surgiram armas nas mãos de mais uns sete neguinhos. "Vocês vão ficar aqui e vocês vão fazer o que eu quiser".


   "Fodeu! Ele vai comer meu cu." Já tava quase chorando quando, do outro lado, vi o Vitor (?). Como eu disse, o clima era descontraído a não ser que tentássemos fugir, o que me permitiu correr até ele tranquilamente, abraçá-lo e chorar "VITOR, SALVA A GENTE? PROMETE QUE VOCÊ SALVA A GENTE?" Ele me olhou calmo e disse "Prometo, fica tranquila".


  Eles decidiram nos levar embora dali. Fui sem resistir. Quando estávamos chegando no portão do lugar, pára um carro na porta e descem o Camilo, o Gabriell e o Gameiro armados, atirando em geral. Depois encosta mais um carro com alguém que não deu pra ver pra ajudar. (O Vitor tinha ligado pra eles do celular. Genial, não?).


  O cara assustou, eu peguei a arma na mão dele e meio que lutei com ele. Atirei nele, os meninos também e acabou o sonho.


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Desnecessário dizer que meus amigos estão com a moral altíssima comigo e que estou fazendo declarações de amor pra eles até agora.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Dietilamida do ácido lisérgico


Segue um breve trecho de uma conversa recente no gtalk:

- Bom, eu já sonhei que o MARADONA tentava me matar, só.
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA Eu já sonhei que fui com meu pai e meu irmão procurar as esferas do dragão, que, sabe-se lá por que raios, estavam escondidas num bairro nobre de Campo Grande.
- AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHH Eu sei porque. Foi o Maradona que escondeu elas lá.

Esse tópico começou umas dez linhas depois de eu ter contado que já sonhei que comia a Valesca Popozuda.

Por isso que não vejo a hora dessa tecnologia se aperfeiçoar.

terça-feira, 13 de março de 2012

Obrigada, mas não, obrigada.

"Eu fiz isso por você"

A não ser que eu tenha pedido, ou seja, que considere algo razoável, agradeço muito mas peço que isso não volte a se repetir. Não gosto de ser fardo na vida de ninguém e vice-versa. Pra mim, todo relacionamento de qualquer natureza tem que fluir, ser leve, prazeroso. Não sou ingênua de pensar que assim vai ser o tempo todo, mas todos nós temos uma balança intrínseca que trabalha incessantemente a comparar satisfação X concessões que funciona bem nesse aspecto.

E a partir do momento em que você se pega tendo que cobrar de alguém um feedback é porque tem concessão de um dos lados toda esparramada pelo chão. Pra que forçar uma coisa só pra tentar adequá-la a uma história que você criou com personagens que são provindos da sua interpretação tendenciosa dos fatos? Viver no mundo da fantasia é muito gostoso e viciante, mas também é perturbador.

Todo mundo precisa de uma válvula de escape. É insano querer ocupar todos os setores da vida alheia. É contra as leis da física. Pior... é contra as leis da boa convivência.

Não só não peço como deixo bem claro que não quero nenhuma espécie de sacrifício por mim

Não sou Odin nem nada.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Entra, senta, pega os lenços e a panela de brigadeiro.

Fiz três grandes resoluções e várias menores para esse ano (sim, sou dessas). Essa é uma das pequenas. Então aqui estou, como falei pra Fer que estaria, rasgando mais um Post-it desse espelho.